Anabela Moreira

A Ingratidão (na vida e no trabalho) como um cancro

Uma pessoa que ajudei muito, investi muito tempo meu nessa pessoa (ajuda graciosa) para ela hoje ter um ordenado bom, um trabalho remoto, voltar a estudar, entrar na universidade, “desapareceu” no dia 29 de dezembro e até hoje nada disse. Nem pela morte da minha mãe. Considerava essa pessoa uma “amiga” já.

Hoje dava este exemplo numa líder que sigo em Mentoria de LifeShift Master, uma líder de uma organização de Economia Social. Para chegar ao conceito de ajudar sem esperar nem sequer respeito.

Vinha a propósito de ela considerar a ingratidão “um cancro”.

Muitas formas de cancro não têm tratamento. No entanto, este tem:
Cada um dá o que tem em si. Se tem ingratidão, dá o que tem. Se tem mentiras, dá o que tem. Se tem muita coisa falsa e postiça, dá o que tem, se não tem educação, não a pode dar. É a matemática simples do comportamento.

Eu já sabia como esta pessoa era mesmo quando a segui para ela ter sucesso. Fico mesmo feliz com o meu trabalho com essa pessoa, mesmo. Já me mentia, já desaparecia, já se desligava do próprio processo pessoal de ter uma nova vida muito melhor em todos os sentidos. E eu, Coach até à veia, andava atrás, dizia diretamente que ela me estava a mentir para ela perceber que “aqui ninguém é burro” como dizia o falecido Augusto Boal num livro com este título… E eu sempre soube.

Por isso, eu dei o que tinha para dar e sabia que nunca ia receber nem sequer respeito de quem nunca o teve para dar.

Um dia ouvi em tom de despeito de uma pessoa que muito gostava no meu trabalho:
“Fizeste porque quiseste!”
E eu respondi: não, fiz porque me foi pedido. Mas ainda que fizesse porque queria, fazia de mim boa profissional e não estúpida ou otária.

Que nunca se confunda, no trabalho e na vida, bondade com estupidez. E por estes dias, esta humanidade confusa e invertida, confunde todos os dias…

A ingratidão é nossa, nunca dos outros.
É um cancro que trazemos às nossas vidas pessoais e profissionais por estupidezes alheias, egos inflamados de outros e necessidades oportunistas que nunca foram nossas.
Não quero mais esse cancro na minha vida.
Não o deixe entrar na sua.

Faça por si. Porque lhe pedem, porque quer, e isso faz de si generoso ou generosa.
O mundo é dos bons.
Quem nada tem para dar, tem tudo para a médio prazo falhar.

Pense nisto.

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