46 conquistas em 46 anos
Aos 46 anos: algumas das minhas maiores conquistas
Por vezes temos de nos lembrar da nossa força, das nossas conquistas, para ganhar balanço no trampolim e saltar para mais quando estamos menos.
Estas são algumas das minhas.
Há muitas outras, mas estas são algumas.
Ajudar sem esperar nada em troca
Ajudar sem esperar nada em troca, nem respeito.
Perceber que as pessoas só dão o que têm dentro e algumas são mesmo vazias.
Esta é a minha maior conquista e tem só 2 anos.
Libertei-me das expectativas e tornei-me livre.
Ser mãe
Ser mãe.
Não é uma conquista, é um prémio, um presente que o universo me deu quando percebi que só existe amor se não existir amarras.
Sou mãe do Amorim.
Tem o nome do amor porque foi concebido no Dia do Amor e é a representação do meu amor.
Encontrar a minha vocação
Licenciar-me em Psicologia.
Devo-o ao meu ex-marido.
Um muito obrigada a ele.
Quis desistir muitas vezes e ele não deixou.
Hoje é a minha verdadeira vocação e missão.
Comprar a minha primeira casa
Comprar a minha primeira casa aos 23 anos.
Senti-me tão realizada.
Comprei um T1 na Rua Bernardim Ribeiro, em Coimbra.
Dormi no chão 2 meses até ter dinheiro para comprar uma cama e até ma entregarem.
Mas fui eu.
Sempre eu.
Trabalhar na ONU
Trabalhar na ONU.
Achava impossível.
Achava mesmo.
Mas por lá andei 3 anos em Nova Iorque e mais um como consultora em Genebra.
Fazer o que precisava de ser feito
Fazer sempre o que precisou ser feito.
Muitas vezes correu muito mal.
Mas sei hoje, com maturidade, que naquela altura, com o que sabia e com a consciência da altura, era o que tinha de ser feito.
Terminar um relacionamento que me fazia mal
Terminar um relacionamento longo que me estava a fazer demasiado mal.
Com uma pessoa boa, mas obcecada pela imagem externa de tudo e de todos.
Não aguentei.
Hoje sei que foi a decisão certa da forma errada.
Aprender a afastar pessoas
Cortar com pessoas que se diziam amigas, mas que quando cortei provaram o que sempre foram: pessoas vazias do que é fundamental, que se dizem muito e não são nada.
Não há coração, não há compreensão, não há nada.
Reerguer-me
Superar um colapso emocional em 2019 que quase me levou à loucura.
Ser mãe única
Ter o Amorim completamente sozinha.
Ser mãe única, 100% sozinha, durante 2 anos.
Rádio
Trabalhar na Mega Hits.
Faz hoje 21 anos que abri a emissão da Mega Hits.
Os meus animais
Adoptar uma gata, a Íris.
Adoptar outra gata: a Dizzy.
Adoptar 3 gatos: Smoothie, Loki e Sassy.
Adoptar a Noah, que é uma cachorrinha linda.
Escrever
Escrever 10 livros para crianças.
Escrever 6 livros para adultos (ou talvez não tão adultos…).
Lady Marmalade
Assumir a minha paixão pela cozinha, por cozinhar e criar a Lady Marmalade.
Dar tudo de mim
Dar tudo de mim, sempre.
Ser quem sou
Ser expansiva, comunicativa, apreciar as pequenas coisas.
Mesmo no trabalho.
Por mais que isso incomode muita gente, faz muito bem a muitas mais (a mim também).
Ler todos os dias
Ler todos os dias.
Aprender a estar sozinha
Aprender a estar bem completamente sozinha.
Recuperar da doença
Ultrapassar 2 problemas de saúde muito graves.
Dizer sempre a minha verdade
Dizer sempre a minha verdade.
Conquista recente, desde os 42 anos, por isso tem 4 anos.
Dizer sempre a minha verdade com educação, mas não entrar em “diplomacias” que nada fazem.
Estar aberta para ouvir a verdade dos outros e perceber se vi, ou senti mal a minha verdade.
Proteger a minha saúde mental
Não aceitar tudo de quem me gere ou me coordena.
Tentar compreender, mas não aceitar tudo por conta de um salário.
A minha sanidade mental é sempre mais importante.
Pequenas grandes vitórias
Ganhar 5 concursos seguidos de “Condutora Segura”.
Ganhar o primeiro lugar em 2 concursos de escrita e, com isso, viagens.
Ganhar o segundo lugar noutro e, com isso, uma coleção de perfumes (que adoro até hoje).
Viver pelo “Why not?”
Ter adotado como mote:
“Why not?”
Testar tudo e perceber as coisas por mim.
Aventuras
Ter saltado 4 vezes de paraquedas.
1 vez de bungee jumping.
Ter andado de balão de ar quente.
Viajar
Ter ido 8 vezes a Budapeste (ainda que a trabalho, fiquei sempre mais tempo).
4 vezes a Malta.
12 vezes à República Checa.
Ter feito as viagens que coloquei como objetivo para mim: ter poupado, planeado e feito.
50 países até hoje e mais de 200 cidades.
Escolher a minha família
Ter conseguido cortar com membros tóxicos da minha família.
Ainda assim estar disponível sempre para conversar (que nunca vai acontecer; as famílias, por norma, carregam-se de hipocrisia: de fachada são incríveis e no dia a dia matam os seus).
Ter formado a minha família com pessoas que me provam todos os dias querer bem.
As amizades que ficaram
Ter ainda como melhores amigas as amigas do 9.º ano, que me viram no meu pior e no meu melhor e cá estão, com coração.
Aprender com os meus erros
Tentar superar as minhas falhas todos os dias.
Às vezes não consigo.
E ainda tenho uma pessoa a quem tenho de pedir perdão e desculpa por a ter lesado.
Lesei sem querer, sem intenção, mas na lei também há “homicídio por negligência” e, mesmo sem intenção, prejudicamos igual as pessoas.
Um dia vou conseguir.
Os meus grandes amores literários
Continuar fiel às minhas “relações amorosas” de sempre:
William Shakespeare, Fiodor Dostoievski, Charles Dickens, Leo Tolstói, Gabriel García Márquez, Franz Kafka, James Joyce, Jorge Luis Borges, Ernest Hemingway, Mark Twain, Albert Camus, F. Scott Fitzgerald, William Faulkner, J. R. R. Tolkien, Haruki Murakami, Chinua Achebe, Salman Rushdie, José Saramago…
Que me perdoe o meu marido, mas sou “poliamorosa” da literatura.
Jung
Continuar a ler Jung e descobrir todos os dias coisas novas na obra dele.
Que me perdoe a Dra. Anabela Pedrosa, mas este “assistente” dela, Carl Jung, tem feito maravilhas por mim.
Orgulho nas pessoas
Ter orgulho nos meus amigos.
Olho para os meus colegas do curso de Direito, olho para os meus colegas antigos de trabalho, os meus colegas da ELSA, da ONU, pessoas que conheci pelo caminho.
Tenho TANTO ORGULHO nelas.
No que conquistaram, nas pessoas que são hoje (as que escolho conviver).
Hoje o meu dia vai ser marcado pela companhia de uma dessas pessoas, a Florbela Alves e a filha Carolina.
Passámos tanto em conjunto e que orgulho tenho na Florbela e na Carolina.
Ajudar outros a descobrirem o seu talento
Por conseguir que pessoas comuns como eu consigam perceber os talentos sobrenaturais que têm e que os consigam aproveitar.
A Vera Afonso é uma dessas pessoas.
Muito orgulho em ti, babe.
Recomeçar
Por ter descarrilado a minha vida completamente, COMPLETAMENTE, em 2019 e 2020 e, passo a passo, lentamente, estar a compor tudo, gradualmente, mesmo com problemas graves (mesmo muito graves) de saúde pelo meio.
Cuidar de mim
Por cuidar de mim, ser feminina, gostar de me maquilhar, de me vestir bem e desmistificar o mito de que mulheres que se cuidam são superficiais.
Ser mulher
Por ser mulher.
POR SER MULHER.
Que conquista incrível chegar aos 46, mulher, e ter vencido tantas barreiras por o ser.
Persistir
Por não desistir de nada do que acredito.
NADA.
E por desistir de tudo o que não acredito.
TUDO.
Por saber já a linha que divide as duas coisas.
Uma conquista muito recente também.
Amar trabalhar
Por AMAR trabalhar.
ADORO trabalhar.
É a minha identidade.
Gosto de trabalhar e tenho tempo para tudo, sempre.
Estou disponível sempre para o trabalho.
A minha família sabe que isso é muito importante para mim.
Cuidar
Por gostar de cuidar.
Adoro cuidar.
É quem eu sou.
Cuidar de mim, do meu filho, do meu marido, dos meus amigos e amigas do coração.
Querer sempre mais
Por querer sempre mais e mais.
Para mim e para os outros.
Foi o que me fez chegar aqui.
Ser amor
Por ser amor.
Por saber o que é o amor.
Venham mais 46 e estarei aqui para dar mais conquistas.
Que 2024 seja o ano para recuperar completamente do colapso de 2019 e 2020, para recuperar a minha saúde, para AMAR mais e mais e mais.
Bem-vindo, bem-vinda.
Este é o meu mundo.
Estes são os meus 46 anos.
Como disse o meu filho:
“A mamã faz parabéns!”
Não, meu filho.
A MAMÃ ESTÁ DE PARABÉNS!


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