Porque é você que precisa de me insultar quando eu não digo aquilo que quer que eu diga?
“Burra.” “Vaca.” “Anormal.” “Vai trabalhar.” “Devias ter vergonha.” “Quem te paga?” “És uma triste.” Recebo insultos com alguma regularidade quando esc
Sou ateia. E defendo a sua liberdade de acreditar.
Sou ateia. Às vezes digo agnóstica, porque há dias em que me parece intelectualmente mais rigoroso admitir que não sei. Não tenho fé religiosa. Não organizo a minha vida a p
O que é ser ativista? E eu sou orgulhosamente ativista.
“Tu és uma ativista.” Nos últimos tempos, entre os insultos que recebo quando escrevo sobre política, apareceu várias vezes esta palavra. Ativista. É particularmente frequ
O feminismo. A história. O direito a sermos vistos/vistas.
“Tu queres é palco.” “Tu queres é ser vista.” Há uma acusação que aparece com uma regularidade quase enternecedora sempre que uma mulher fala muito, fala alto, ocupa e
É nas redes sociais que se faz justiça?
“É nas redes sociais que se faz justiça?” Foi isto que me perguntaram, de formas diferentes, depois de eu ter publicado fotografias públicas do perfil de uma pessoa que me a
Os direitos humanos não são uma disciplina. São uma forma de decidir.
Em 2005, quando regressei das Nações Unidas, trouxe comigo uma convicção que nunca mais abandonei: os direitos humanos só existem verdadeiramente quando saem dos documentos e

