7 Grandes erros que cometi quando assumi pela primeira vez como Manager
Sete erros que cometi como líder (e que me ensinaram mais do que muitos sucessos)
Existe uma ideia perigosa sobre a liderança: a de que os bons líderes nascem preparados.
Não nascem.
Aprendem.
E aprendem, quase sempre, à custa dos erros que cometem.
Depois de mais de vinte anos a liderar equipas, percebo que algumas das lições mais importantes não surgiram dos momentos em que tudo correu bem, mas daqueles em que tomei decisões erradas, adiei conversas difíceis ou acreditei que liderar significava ter todas as respostas.
Hoje faria muitas coisas de forma diferente.
Estas são sete delas.
1. Assumir que o silêncio significa concordância
Durante muito tempo acreditei que, quando ninguém discordava, a equipa estava alinhada.
Estava enganada.
O silêncio pode significar receio, desinteresse, falta de confiança ou simplesmente a convicção de que ninguém será ouvido.
Uma equipa saudável não é a que fala menos.
É a que se sente segura para discordar.
2. Subestimar o impacto das pequenas vitórias
Os grandes resultados raramente acontecem de um dia para o outro.
São construídos através de pequenas conquistas que, muitas vezes, passam despercebidas.
Quando um líder não reconhece esses momentos, perde uma das formas mais poderosas de reforçar o compromisso e a motivação da equipa.
Celebrar pequenas vitórias não é excesso de entusiasmo.
É gestão inteligente.
3. Adiar conversas sobre desempenho
Nenhuma conversa difícil melhora com o tempo.
Pelo contrário.
O que não é dito transforma-se em ressentimento, mal-entendidos ou problemas maiores.
Aprendi que uma conversa exigente, conduzida com respeito, é quase sempre menos dolorosa do que meses de silêncio.
Liderar também é ter coragem para conversar quando seria mais fácil evitar.
4. Não definir expectativas com clareza
A ambiguidade é uma das maiores fontes de conflito nas organizações.
As pessoas não conseguem corresponder àquilo que nunca lhes foi explicado.
Objetivos, prioridades, critérios de qualidade e responsabilidades precisam de ser claros desde o primeiro dia.
A clareza não limita a autonomia.
Cria-a.
5. Esquecer que também se lidera para cima
Demorei algum tempo a perceber que gerir equipas não significa apenas acompanhar colaboradores.
Também implica construir uma relação de confiança com quem nos lidera.
Dar visibilidade ao trabalho realizado, comunicar resultados e partilhar dificuldades faz parte da responsabilidade de qualquer gestor.
O bom trabalho que ninguém conhece dificilmente produzirá impacto.
6. Tentar resolver tudo sozinha
Durante algum tempo confundi responsabilidade com controlo.
Achava que ser uma boa líder significava resolver todos os problemas.
Hoje sei que essa é uma das formas mais rápidas de esgotar um gestor e de impedir o crescimento da equipa.
Delegar não é abdicar.
É confiar.
E confiança é uma das maiores demonstrações de liderança.
7. Não estabelecer limites
Talvez tenha sido este o erro mais caro.
Durante anos coloquei o trabalho antes do descanso, da pausa e, muitas vezes, de mim própria.
O resultado nunca foi melhor liderança.
Foi apenas maior desgaste.
Nenhuma equipa beneficia de um líder permanentemente disponível e permanentemente exausto.
Liderar de forma sustentável exige respeitar os próprios limites antes de exigir respeito pelos limites dos outros.
Liderar é continuar a aprender
Hoje continuo a cometer erros.
A diferença é que já não acredito que um líder tenha de ser infalível.
A liderança não é um estado de perfeição.
É um exercício permanente de aprendizagem, reflexão e ajustamento.
Talvez seja essa a maior lição destes mais de vinte anos.
Os líderes que mais crescem não são os que erram menos.
São os que aprendem mais depressa com aquilo que erram.


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