Formação: missão, solução ou objeção?
Formação: uma missão, uma solução
Sou afirmativa quando me perguntam como é que as organizações prosperam: com pessoas bem formadas, bem geridas e nos lugares certos.
Não foi de forma inocente que escolhi este tema.
Está muito perto de mim.
Geri formação durante muito tempo.
Geri boa formação, bons formadores e alguma formação que poderia ter sido melhor.
Assisti a muito boa formação, mediana e má.
À data de hoje sei que o sucesso das empresas depende da boa formação académica e profissional que os seus colaboradores frequentaram.
Porque é que digo isto?
Porque as escolas são parte de um sistema.
Somos boas pessoas pela educação de casa e dos círculos de influência alargados: escola, amigos, família alargada, entre outros.
As pequenas e grandes empresas de formação profissional são círculos de influência: novos grupos, networking, novas relações sociais e interpessoais.
Formamos skills, atitudes e competências.
Formamos carácter também, já que o carácter vem do exemplo e das pessoas.
Formação é uma missão?
É.
A formação é uma missão.
O formador é um professor com formas pedagógicas mais ativas e disruptivas para que o formando/a possa sentir e por isso incorporar a aprendizagem.
Se não há sensação, não há incorporação.
A formação, como a educação em geral e neste caso a educação não-formal em particular, é uma responsabilidade.
Pesa-nos o facto de os fundos comunitários que nos prestam apoio ao nível da formação terem disponibilizado de tal forma volumes de formação que relativizou o valor da formação comercial e até o banalizou.
Gosto de pensar na formação como missão e, por isso, sempre que posso, faço formação e informo-me das pessoas competentes, consistentes, congruentes e criativas com quem posso fazer formação.
Se hoje escrevo, devo-o a quem me formou e sabia escrever; se hoje consigo gerir, devo-o a quem me mostrou e formou nos básicos e avançados da gestão.
E somos todos professores e formadores, mais CCP, menos CCP.
A formação é uma solução?
É.
A formação é a solução dentro das empresas e das organizações para terem a melhor pessoa no melhor lugar e para ela poder desempenhar bem e com rigor as tarefas e lideranças que lhe estão associadas.
Quando falo em solução, falo na boa formação, na excelente.
Como em tudo, há muitos tipos de formação e formadores.
Há muitos tipos de entidades de formação.
Quero (e queiram) só as boas.
Como as distinguir?
Comece pelo perfil do formador e peça até curriculum vitae e materiais de formação anteriores para apurar qualidade, seriedade e criatividade.
Investir em formação é um investimento de tempo, dinheiro, energia e motivação.
Tem retorno garantido, mas é um investimento de 50% de risco – os 50% que não controla e que é o formador.
Na sua parte, se está motivado, seja pela necessidade, seja pela criatividade do tema, ótimo, avance com consciência.
A formação como objeção
Há pessoas que por excesso de formação são excluídas de processos de recrutamento.
Para mim, há que objetar este princípio.
Nunca o excesso de formação poderá ser um impedimento a nada.
Há excessos muito maus, a formação e a educação nunca serão um deles.
A minha objeção vai para os formadores que «fazem render o peixe» – recordo-me até de expressões piores.
O mundo de bons conteúdos é grande, a internet é um universo ao nosso alcance e ao alcance do nosso pensamento.
Saber «separar o trigo do joio» está também ao nosso alcance, e basta para isso pensar e procurar um pouco mais: chegamos sempre lá!
Formação sempre
Por isso, a si que está com a necessidade de se requalificar:
Boa formação.
Que não gosta do que faz e quer mudar:
Formação.
Que gostava de perceber de novas áreas:
Formação.
Que quer contribuir mais para a sua organização:
Formação.
Formação sempre. Informação também e muito presente.
Publicado na RH Magazine.


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