Dia Internacional dos Direitos Humanos
Direitos Humanos: todos os dias
Hoje é um dia bonito e deve ser celebrado.
É o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos nascia e, com ela, a obrigação de respeitar e defender os direitos humanos.
Hoje, no mundo que vivemos, de egos ofendidos e gente mal resolvida que só tem direitos e não pensa nos direitos das pessoas à sua frente (as excepções confirmam a regra), sei por um facto que esta Declaração Universal, mais do que uma obrigação de implementação dos Estados, tem de ser respeitada a nível individual.
E não é.
E não será.
Ativismo começa nas pessoas
Desde que me lembro que sou ativista dos direitos humanos.
Passei de “refilona” quando criança e jovem para ativista nos dias de hoje.
E passei por um genocídio, uma guerra, e sobretudo muitas escolas onde ensinei direitos humanos.
Hoje só posso escrever para ser lida.
Conhecemos os nossos direitos. E os dos outros?
Toda a gente gosta de saber de direitos humanos.
Dos seus.
Nunca dos outros.
(Mais uma vez, as excepções confirmam a regra.)
E, infelizmente, um mundo cada vez mais desmemoriado está condenado a repetir a história.
A memória é a nossa proteção
Que não se repita o que levou a ter de haver uma Declaração Universal dos Direitos Humanos, porque aí deixa de haver ego, deixa de haver “virgens ofendidas” e só haverá Câmaras de Gás.
Um único conselho
Se puder dar 1 conselho, um único conselho, seria:
Leiam.
Leiam mesmo muito.
Sempre com visão analítica e crítica.
Estudem.
Estudem muito.
Porque na memória estará sempre a nossa salvação de egos e líderes desleais.
E amem.
Amem muito.
Porque se houver respeito não precisa haver direito.


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