Anabela Reis Moreira

Dia Internacional dos Direitos Humanos

Direitos Humanos: todos os dias

Hoje é um dia bonito e deve ser celebrado.

É o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos nascia e, com ela, a obrigação de respeitar e defender os direitos humanos.

Hoje, no mundo que vivemos, de egos ofendidos e gente mal resolvida que só tem direitos e não pensa nos direitos das pessoas à sua frente (as excepções confirmam a regra), sei por um facto que esta Declaração Universal, mais do que uma obrigação de implementação dos Estados, tem de ser respeitada a nível individual.

E não é.

E não será.

Ativismo começa nas pessoas

Desde que me lembro que sou ativista dos direitos humanos.

Passei de “refilona” quando criança e jovem para ativista nos dias de hoje.

E passei por um genocídio, uma guerra, e sobretudo muitas escolas onde ensinei direitos humanos.

Hoje só posso escrever para ser lida.

Conhecemos os nossos direitos. E os dos outros?

Toda a gente gosta de saber de direitos humanos.

Dos seus.

Nunca dos outros.

(Mais uma vez, as excepções confirmam a regra.)

E, infelizmente, um mundo cada vez mais desmemoriado está condenado a repetir a história.

A memória é a nossa proteção

Que não se repita o que levou a ter de haver uma Declaração Universal dos Direitos Humanos, porque aí deixa de haver ego, deixa de haver “virgens ofendidas” e só haverá Câmaras de Gás.

Um único conselho

Se puder dar 1 conselho, um único conselho, seria:

Leiam.

Leiam mesmo muito.

Sempre com visão analítica e crítica.

Estudem.

Estudem muito.

Porque na memória estará sempre a nossa salvação de egos e líderes desleais.

E amem.

Amem muito.

Porque se houver respeito não precisa haver direito.

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